A DR anunciou que a próxima edição do Festival da Canção irá ser realizada em Copenhaga, mais propriamente na ilha de Refshaleøen, num antigo complexo industrial chamado de B&W Hallerne que na era na altura propriedade da Burmeister & Wain. O complexo é gora usado para eventos culturais e de entretenimento.
 O concurso será realizado na Secção 2, que será convertida numa casa de concertos com capacidade para 10.000 espectadores. Os edifícios na área serão também transformados na "Eurovision Island" (Ilha do Festival Eurovisão da Canção ou Ilha da Eurovisão).

 Abaixo pode ver um vídeo a introduzir o exacto local onde estará localizado o palco do próximo ano:

Refshaleøen. S2 hallen. de Bo Tornvig no Vimeo.


FONTE
OIKOTIMES.COM



















E ao contrário de todas as expectativas, Copenhaga e a Arena B&W Hallerne foram as escolhidas pelos organizadores do Festival para albergar o próximo ESC. O espaço vai sofrer nos próximos meses mudanças, de modo a conseguir albergar o Festival. A produtora executiva do evento, Pernille Gaardbo, já veio dizer à imprensa o seguinte: "Estamos ansiosos para dar as boas vindas aos europeus em Copenhaga, uma cidade cheia de diversidade cultural, com excelentes infraestruturas". Já sobre a Arena em si, a produtora afirmou que vão ser feitas transformações para que "toda a área de implantação numa enorme ilha, onde delegações, imprensa e fãs vão se encontrar". Ainda não se conhece o número de lugares que o espaço vai oferecer  nem quando é que os bilhetes vão começar a ser vendidos. O slogan também já é conhecido e tem o nome de "Join Us". Copenhaga foi sempre a cidade sede das edições do ESC que se realizaram em Dinamarca (1964 e 2001).

FONTE: ESC Portugal

O próximo Festival da Eurovisão já dá que falar em muitos países da Europa, incluído alguns daqueles que não marcaram presença no ano de 2013. Um deles é a Polónia, país que desistiu após um surpreendente e desastroso resultado na 1ª semifinal em 2011. A TVP, televisão estatal do país, diz que um regresso não é algo impossível de momento, havendo mesmo que está marcada uma reunião em Setembro com a EBU/UER para discutirem o assunto. A OGAE Polónia vê com bons olhos este interesse em regressar por parte da TVP, tendo mesmo inquirido e questionado a emissora por diversas vezes. O director da TVP, Andrzej Siezieniewskim, foi dizer à OGAE do país que como estação pública que é, "estamos interessados em representar a Polónia neste evento e corresponder às expectativas dos espectadores". A Polónia estreou-se em 1994, e logo nesse mesmo ano, conseguiu a melhor posição alcançada até agora pelo país, um 2º lugar. Mas desde aí, o país tem tido altos e baixos, sendo que até ao ano da sua retirada só tinha alcançado a Final (desde 2004) por duas ocasiões. 

FONTE: ESC Portugal


E parece que um dos uns países mais frágeis que já passou pelo Festival da Eurovisão, volta a dizer não para um eventual regresso. A Eslováquia, participante em apenas 7 edições, decidiu não marcar presença no próximo ESC por motivos ainda não revelados oficialmente. A notícia foi dada no twitter da RTV (Emissora estatal), devido à questão feita pelo "ESC Club Slovakia", sendo que a emissora limitou-se a dizer apenas isto: "A Eslováquia não participará no ESC 2014". Esta revelação prematura por parte da RTV, não vem surpreender ninguém, já que este país tem a "tradição" de se abster do Festival por longos períodos de tempo, todos eles com a justificação de falta de verbas ou fracos resultados num passado próximo. A última canção enviada pela Eslováquia foi em 2012, com o tema "Don't Close Your Eyes", cantado por Max Jason Moi. A canção acabou por se ver feita num fracasso, tendo ficado posicionada na última posição da Semifinal 2.

FONTE: ESC Portugal

Se tens mais de 16 anos, gostas da Eurovisão como ninguém e tens jeito para a escrita, esta é a tua oportunidade! O nosso site volta a abrir inscrições para a entrada de dois novos colaboradores, que irão ter a seu cargo a redacção de notícias e a responsabilidade de manter a nossa página do Facebook actualizada. Este casting vai contar com duas fases, uma correspondente ao envio das inscrições por parte dos candidatos e a outra correspondente à entrevista aos mesmos, para que haja uma conversa informal de modo a conhecer a pessoa e suas aptidões. É importante lembrar que o nosso grupo dá muito valor à cordialidade e, acima de tudo, ao profissionalismo de cada uma das pessoas que fazem parte do site. O calendário para esta recruta é o seguinte:

27 de Agosto - Começo do período do envio de candidaturas.
3 de Setembro -  Fim do prazo para o envio das inscrições.
4 a 6 de Setembro - Entrevistas aos candidatos.
8 de Setembro - Anúncio final dos dois novos colaboradores do Portugal no ESC.



É passado em Portugal?

Hoje em dia, a Eurovisão é vista em Portugal como um programa do passado, que não interessa a ninguém servindo somente como alvo de chacota de muitos internautas (e não só). Pois bem, é verdade que o Festival está já um bocado fora de prazo para os parâmetros portugueses, mas também existe aqui um dedo de culpa, e está é claramente indicada à nossa televisão estatal, a RTP! O canal do estado desprezou durante anos a fio o ESC, fazendo dele um evento pouco visto, divulgado e amado pelos portugueses. Esta conclusão é triste, mas ainda mais triste, é o passado glorioso do Festival em território nacional. Naquele tempo, todas as pessoas paravam para ver algumas horas de um espectáculo único num ano, com canções que agradavam a todos, e além disso, faziam sonhar milhares de portugueses. Agora é o que todos nós sabemos, são três noites que passam despercebidas para a maioria do povo. Sim, o Festival não é o mesmo para os portugueses, logo, já pertence a um passado.

O passado em fotos







Poderá voltar a ser actual?


Sinceramente, acho que ainda existe essa possibilidade. Todos nós sabemos que acima de tudo, o fracasso que por vezes o ESC traz à RTP, é derivado à própria estação! Isto porque, não divulga nem promove o Festival, quando participa escolhe sempre artistas pouco "famosos" e acima de tudo, não leva o certame à séria. Se essas coisas mudassem para melhor, e passasse a haver um maior esforço, a RTP teria um grande sucesso. Mas lá está, para voltarmos aos tempos de glória, é necessário empenho e investimento. É necessário gastar mais numa selectiva portuguesa de qualidade, e que já consiga empolgar os telespectadores para a Eurovisão. Por vezes uma selecção interna é a melhor aposta que se pode fazer. Mas como nem tudo é mau, temos um perfeito de exemplo e esforço de eurofãs em Portugal, são os membros da OGAE Portugal que tanto trabalham e esforçam-se para um mundo da Eurovisão mais aliciante. São eles que organizam um dos maiores Festival do ramo do ESC da Europa, o Eurovision Live Concert, que se realiza todos os anos em Setúbal.

O presente em fotos










Como mudar as mentalidades?


Primeiramente, deveremos mudar as mentalidades daqueles que criticam o Festival por tudo e por nada. As propostas de mudança são:
  • Mudar o ponto de vista da imprensa que pouco noticia o Festival
  • Fazer com que a RTP se empenhe mais
  • Continuar a atrair mais jovens para o núcleo de fãs de modo a construir um grande número desses
  • Promover o Festival nas ruas
  • Fazer com que a RTP convide artistas com grandes clubes de fãs, para que cresça a comunidade
  • Ir ao ESC para ganhar, não para só passar à Final


Os ABBA foram um grupo musical iniciado em Estocolmo, na Suécia, em 1972. O nome do grupo advém do nome dos quatro elementos do grupo,  Benny Andersson, Anni-Frid "Frida" Lyngstad, Björn Ulvaeus e Agnetha Fältskog, que formariam dois casais. Os ABBA foram o primeiro grupo pop europeu a fazer sucesso em países anglófonos fora da Europa, principalmente na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Canadá e, em menor proporção, nos Estados Unidos. Participaram no Festival Eurovisão da Canção em 1972, conseguindo o terceiro lugar, em 1973, novamente com um terceiro lugar, e voltaram ao festival em 1974, no qual arrecadaram a vitória. Atualmente, os ABBA são considerados um dos grupos de maior sucesso do mundo, com vendas estimadas entre 180 e 400 milhões em todo o mundo. O grupo é um ícone no seu país de origem, bem como uma figura importante na expansão da europop.




O início da carreira
Benny Andersson era membro da banda sueca de pop/rock Hep Stars, muito popular na Suécia durante os anos 1960 - com direito a um enorme séquito de fãs, especialmente entre as adolescentes. Enquanto isso, Björn Ulvaeus era o líder de uma banda skiffle chamada Hootenanny Singers. Depois de se cruzarem algumas vezes em estúdios e concertos, Benny e Björn decidiram tentar compor juntos. Uma das canções compostas, "Isn't It Easy To Say", tornou-se um hit para os Hep Stars, fazendo com que Björn participasse em alguns dos concertos. Chegou a ser sugerido que as duas bandas se fundissem, mas isso nunca aconteceu.
Agnetha Fältskog era a integrante mais jovem dos ABBA e um fenómeno por si só, tendo composto e interpretado sucessos suecos ainda na adolescência, além de ter feito o papel de Maria Madalena na montagem local de Jesus Christ Superstar. Compondo, gravando sucessos e fazendo turnês pela Suécia, inevitavelmente acabaria por se encontrar com os Hootenanny Singers numa das suas viagens e apaixonar-se por Björn. O casamento dos dois, em 1971, foi considerado o casamento do ano na Suécia.
 Anni-Frid Frida Lyngstad era uma cantora que decidiu participar numa competição de talentos, vencendo o torneio. Na época a Suécia estava a mudar a direcção do trânsito do lado esquerdo para o direito e foram transmitidos uma série de concertos para que as pessoas ficassem em casa e não enfrentassem as estradas na noite da mudança. Convidada para se apresentar na TV com as suas canções, a sua carreira musical descolou. Pouco tempo depois, conheceria Benny Andersson e começariam uma relação.
Em abril de 1970, os quatro passavam férias no Chipre, quando começaram a cantar uma música para se divertir na praia. Esta acabou por ser uma apresentação improvisada para as Forças da Paz da ONU que estavam na ilha, sendo a primeira apresentação dos futuros membros dos ABBA. Em Setembro de 1970, o álbum Lycka foi lançado, creditando apenas a dupla Björn & Benny. Para promovê-lo, lançaram singles como "Det kan ingen doktor hjälpa" e "Tänk om jorden vore ung" com Agnetha e Frida como vocalistas, no qual obtiveram um sucesso moderado.
Finalmente, em 1 de Novembro de 1970 em Gotemburgo, os quatro apresentaram um show chamado "Festfolk" (que em sueco significa "festa de pessoas" ou "casais ocupados"), recebendo boas críticas. Juntamente com outros números, o quarteto cantou um sucesso de Björn & Benny, "Hej, gamle man" e músicas dos seus próprios álbuns. O show não capturou a atenção do público e depois de uma pequena turnê na Suécia os quatro decidiram concentrar-se em projetos individuais.
Em 1972 participaram no ESC e as portas do sucesso começaram a abrir-se. O grupo começava a figurar em bons lugares nas paradas suecas e a preferência à vitória no ESC1973 comprovou isso.


Em 1974 os ABBA voltaram ao ESC e finalmente conseguiram a vitória, com a música “Waterloo”. A música foi a primeira do grupo a alcançar o primeiro lugar no top inglês e a chegar ao sexto lugar nos EUA. A empolgação do momento não se manteve e os compactos seguintes "So Long" e "Honey, Honey" não se saíram tão bem. Apenas com o lançamento do segundo álbum, ABBA, e o compacto "SOS" o grupo mostraria os primeiros sinais de que estavam destinados a mais sucesso. "SOS" firmou de vez os ABBA nas paradas inglesas, onde a canção ficou entre as dez mais - e desvinculou o grupo da imagem de banda de um único sucesso.
Mas o sucesso maior viria em 1975, com praticamente todos os compactos a entrar nas paradas, situação que ficou ainda melhor quando "Mamma Mia" chegou ao primeiro lugar na Inglaterra, em Janeiro de 1976. Nesse meio tempo, a banda lançou o álbum Greatest Hits, apesar de só possuir cinco canções entre as quarenta mais tocadas nas paradas da Inglaterra e dos Estados Unidos. 
Um novo álbum trouxe sucessos como “Money, Money, Money”, “Knowing Me, Knowing You” e “Dancing Queen”, sendo esta uma das músicas mais conhecidas do grupo e aquela que atingiu o primeiro lugar nos top’s dos EUA. Por esta altura os ABBA já eram famosos por toda a Europa e na Austrália.
Outros álbuns se seguiram, contendo músicas actualmente bem conhecidas e que figuraram nos tops de vários países. No entanto, o estilo musical da banda foi-se modificando, sendo este facto mais significativo com músicas como “The Winner Takes It All”, que foi escrita aquando da separação dos dois casais. Esta mudança de estilo reflectiu-se na queda de vendas e a premonição do declínio da banda avizinhava-se, ainda que a mesma ainda arrastasse multidões. O último compacto de grande sucesso mundial foi "One Of Us", que explodiu em Dezembro de 1981, sendo que após isso os vários elementos começaram a procurar novos projectos individuais.
Nos anos 90 a banda praticamente renasceu. Desde grupos e cantores que fizeram covers das músicas da banda a cd’s com os sucessos, os ABBA voltaram a dar que falar. Muitos foram os cantores que fizeram questão de homenagear a banda ao fazerem covers das músicas e o grupo recebeu inclusive propostas para uma nova tournée.
Em 2004, 30 anos após a vitória dos ABBA no ESC, os elementos voltaram ao festival ao realizarem um vídeo cómico para o mesmo. Em 2012 a música Waterloo foi interpretada por anteriores vencedores do ESC como forma de homenagem. Em 2013 Benny Andersson criou uma das músicas que figurou na final do ESC, juntamente com Avicii.
Em 2005 estreou o filme “Mamma Mia”, que atingiu grande sucesso e trouxe o fenómeno ABBA até aos mais jovens que ainda não tinham tido real contacto com o trabalho da banda. Em 2008 saiu o jogo SingStar ABBA, lançado pela Sony Computer Entertainment para a PS2 e PS3.
Em 22 de janeiro de 2009, Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad apareceram juntas para receber o prêmio de música sueca "Rockbjörnen". O grupo foi introduzido no Hit Parade Hall of Fame em 2010.
Em 27 de janeiro de 2010, ABBAWORLD, uma exposição itinerante com 25 quartos, atividades interativas e audiovisuais, estreou no Earls Court Exhibition Centre, em Londres, Inglaterra. Os ABBA são ainda um dos dois intérpretes que participaram no ESC a ter covers de músicas suas na série musical “Glee”.




 Pessoalmente, eu adoro ABBA. Sei letras de imensas músicas, canto as músicas deles a fazer coisas do quotidiano, divirto-me a ouvi-las. Acho ainda mais piada quando o meu pai se junta a mim (e logo ele, que nem ouve muita música), porque realmente este é um grupo que atravessou gerações e tornou-se imortal. Toda a gente conhece o grupo, nem que seja pelo “Mamma Mia”, e isso é algo que não se vê muito comummente num grupo que alcançou a popularidade no ESC. Aliás, eu quando comecei a ouvir ABBA nem fazia ideia da ligação deles com o ESC e acredito que não seja a única.
Tenho muita pena que o grupo tenha acabado mas acho que aí também reside uma certa magia. O legado deixado pela banda é enorme e imagino o orgulho que deve dar aos quatro ver ao fim de tantos o seu trabalho ainda ser adorado. Eu poderia colocá-los facilmente e sem qualquer problema como uma das minhas bandas preferidas.
Esta foi uma caminhada que já começou há muito tempo, mas espero que ela continue mesmo depois de eles já não estarem cá. Acho fantástico ver um grupo musical que põe pais e filhos a cantar em uníssono (e sim, eu sei que me estou a repetir, mas acho este ponto tão importante!). Por muito antigo que possa ser, é óptimo poder ver que nunca é antiquado o suficiente. Quem sabe se um dia não estarei eu a cantar estas músicas e os meus filhos irão acompanhar-me!
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